Quando, afinal, apareceu o primeiro cliente, ele já estava preparado.
Assumiu um ar ocupadíssimo, fez sinal para que o visitante aguardasse um momento e fingiu que estava respondendo a um telefonema urgente.
- Sinto muito, governador, mas é impossível. Amanhã cedo tenho que ensinar uma cirurgia cardíaca para uma nova equipe, à tarde dou aulas na faculdade e à noite estou embarcando para um congresso em
Nova York ...
Finalmente, voltando-se para o visitante:
- Em que posso servi-lo?
- O senhor me dá licença, que eu vim instalar o telefone.
