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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Dois Amigos e Seus Porcos










Há dois amigos, António e Joaquim, que vão à feira  e compram dois porcos, um para cada um. Então, chegam à aldeia e metem os dois porcos na mesma pocilga. Entretanto, anoitece e António começa-se a lembrar:
- "Os dois porcos estão na pocilga. Temos que fazer um sinal nos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro."
No outro dia, António diz  para Joaquim:
- Amigo Joaquim, temos que fazer um sinal nos porcos para saber qual é o porco de um e o porco do outro!
- Tá bem! No outro dia encontram-se, e diz o António:
- Então amigo Joaquim, já fez o sinal no porco?
- Já sim senhor! Cortei-lhe metade do rabo.
- Ó compadre, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Não há problema! A gente faz outro sinal. No outro dia:

 - Então Joaquim, qual foi o sinal que fez desta vez no porco?
- Olhe, cortei-lhe metade da orelha direita!
- Ó meu Deus, você não quer lá ver que eu fiz o mesmo ao meu?!
- Mas olhe! Deixe lá isso, pra não haver mais problemas, você fica com o branco que eu fico com o preto!...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Duplo Silêncio (Lenda Judaica)

 Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador.
Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos.
Cada um seguiu o seu rumo.
À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:
"Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".
Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo recolhidos na carroça e saiu.
Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando:
"Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".
Não teve dúvidas, pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro.
O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.
Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente.
Olharam-se espantados.
 Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.
Texto recebido por e-mail, desconheço autor 
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